segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Resumo do livro de Celso Antunes “como transformar informações em conhecimento”. Fascículo 2

Como transformar informações em conhecimento


            O autor logo no inicio, traz à tona a afirmação de que é impossível saber como será o mundo de amanhã; ao mesmo tempo ele afirma que é na sala de aula onde se constrói o amanha pois,educar significa modelar o presente e lançar as bases para o futuro.
             Este fascículo trata, de forma geral, de normas e procedimentos que podem transformar a informação em conhecimento e fazer do professor um conhecimento e fazer do professor um artesão de inteligências. Apresenta de maneira sucinta,numa linguagem simples, clara e objetiva, nove passos, que podem transformar a fisionomia da sala de aula, sem levar em conta o nível de escolaridade ou a disciplina a ser lecionada.Regras estas ,essenciais para transformar a informação em conhecimento, permitindo o professor se tornar condutor de desafios.
           Ultimamente vivenciamos um momento em que o acesso a informação está mais acessível, onde a velocidade das mesmas acontece de maneira rápida, implicando dessa forma, uma nova postura do professor ,como medializador entre as informações e sua construção por parte do aluno e também do espaço escolar simbolizado pelo ato pedagógico.
           Procurando ajudar o professor nessa nova dimensão de seu trabalho, os autores elaboraram um conjunto de procedimentos, cujo objetivo é dar novos encaminhamentos às informações, explorando melhor as múltiplas inteligências dos alunos.Embora quase todos os professores os desenvolve ,nem sempre de maneira integrada,o fascículo busca a integralidade dos noves passos em cada aula a ser ministrada,passos estes que podem ser utilizados desde a educação infantil ao ensino superior.
           O primeiro passo referiu-se ao cérebro humano, informando que ele não aprende de uma única maneira e por esse motivo o professor necessita empregar em todas as oportunidades Aprendizagem Significativo, eliminando atividades mecânicas.
          O segundo passo: o uso em todas as aulas e em provas; das habilidades operatórias; pode apresentar diferentes estímulos para que o aluno perceba a essência do aprendido.
          O terceiro passo: a “alfabetização” do aluno para múltiplas linguagens possíveis de serem usadas para a compreensão de uma idéia..onde todo professor, deve ser um alfabetizador de linguagens pra que o educando perceba as multiplicidades de forma usadas para comunicar as idéias.
        O quarto passo: a re+leitura das informações através do manejo conscientes do universo vocabular do estudante. Pensar é agir o objeto e transformá-lo; a releitura proposta vai mito alem de uma segunda leitura. E sempre importante que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado,e a releitura permite a experimentação de diferentes tipos de pensamento sobre o texto.
         O quinto passo: a eleição dos macroobjetivos de cada Capitulo ou Eixo temático.Isso permite que o educado não sobrecarregue o aluno de informações, mas para que ,com criticidade e consciência,eleja entre tantos tópicos os mais significativos para a pessoa do aluno, no ambiente em que vive.
        O sexto passo: a contextualização espacial e temporal de todos os temas trabalhados.A importância de explorar em todas as aulas contextualizações,fazendo com que o aluno aprenda o distante com incontestável associação o próximo ; que perceba que sua realidade e de seu meio é o cenário onde se aplica os fundamentos apreendidos em outros ambientes ou em outros tempos.
           O sétimo passo: o uso na sala de aula dos princípios da reversibilidade(do começo e do fim ao começo)e da divergência (pensamento divergente e convergentes).
           O oitavo passo: uma avaliação pelo ótimo. O acompanhamento do aluno necessita estar centralizado nele mesmo ,e seu portfólio registra os passos efetivos de seu progresso.
            O nono passo: o uso de estratégias pedagógicas empolgantes e diversificadas.É importante que o professor conheça outras estratégias de ensino e saiba alterná-las com a aula expositiva,da mesma forma que um competente mecânico seleciona a ferramenta certa para consertos específicos.
















REFERENCIA:
Antunes,Celso,1937-Como transformar informações em conhecimento/Celso Antunes.6.ed.-Petropolis,RJ:Voozes,2007.




Revolução Industrial

Para melhor compreendermos o desenvolvimento da Revolução Industrial, século XVIII, é de tal importância ressaltar que, o processo de transformação ressaltar que, o processo de transformação de matérias-primas em produtos elaborados ocorreu em três estágios: o artesanato, a manufatura e a indústria que antecederam a revolução técnico-cientifico.
O artesanato é o estagio primitivo,conhecido há milhares de anos ,e no qual não há divisão do trabalho,o artesão realizava sozinho todas as etapas ou atividades  necessárias para obter o produto final.O trabalho era manual e sem o emprego de maquinas,as ferramentas utilizadas eram simples.
A manufatura,estagio intermediário entre o artesanato e a maquinofatura ,predominou nos séculos XV e XVIII  período que marca o fim da idade media e inicio da idade  moderna.Nessa etapa  as características que se destacam diz a respeito ao uso de maquinas simples e a divisão  do trabalho ,que aumentava na produtividade;os trabalhadores eram assalariados. A  manufatura surgio em decorrência do amplo consumo,a partir do século do século XIX ,em função das grandes navegações,por exemplo,que estimulou nos comerciantes,interesses pela produção,ele passou a fornecer matérias-primas aos artesões e a pagar–lhes uma certa quantia pelo produto acabado.Os artesões por sua vez foi perdendo sua autonomia  pois, se tornaram dependente dos comerciantes que os controlavam.
Já com a maquinofatura-industria ,nessa etapa ,as maquinas toma o lugar de várias ferramentas,comotambem da grande quantidade de operários;Os trabalhadores passaram a participar  do processo produtivo apenas com a força de trabalho que aplicavam na produção, uma vez  que os meios de produção pertenciam a elite industrial,á classe burguesa,os operários   eram  alienados  a sua tarefa industrial.O  fato mais característico nessa fase é o emprego de maquinas,movidas por modernas formas de energia  como  a  energia elétrica e o calor.A esse     processo de alteração estrutural da economia ,que marcou o inicio da Idade contemporânea  denominamos de Revolução Industrial ,iniciada na metade do século XVIII,tendo na Inglaterra como que predomina ate os nossos dias ,esse fato marca um amplo processo de mudanças econômicas e sociais que dar inicio a produção industrial moderna, que caracteriza-se pelo acumulo de capital,na busca incessante da lucratividade.Ao contrario do artesanato  e da manufatura ,         a industria moderna tornou a fabricação de bens  e objetos materiais a  principal atividade econômica da sociedade.O uso maciço de maquinas cada vez mais complexas e a sua principal característica.O emprego de maquinas modernas permite que a industria possa produzir  em larga escala ,porque as fabricas produzem grandes quantidades de bens,em níveis jamais atingidos pelos estágios anteriores;em serie.porque a maquina uniformatiza,padroniza  a produção.Outra característica marcante da industria e  a  intensificação da divisão social do trabalhador – espacialização dos trabalhadores;há predominância do trabalho assalariado.
Comojá mencionado anteriormente a Inglaterra foi o berço da atividade industrial,visto que:o acumulo  da capitais provenientes do capitalismo e do colonialismo,na fase do capitalismo comercial;contava com um regime de governo que favorecia o capitalismo ;possuía jazidas de carvão e ferro,matérias-primas indispensáveis à confecção de maquinas e geração de energia;excesso de mão de obra causada pelo êxodo rural;a posição de seus portos,o que favoreceu  os transportes e o escoamento da produção e a importação de matérias-primas ,ou seja a infra estrutura foi e continua tendo tal importância  no desenvolvimento econômico de determinada região,pais,etc.
A atividade comercial era muito importante para a burguesia inglesa, então o estimulo a competição era constante cada comerciante inglês queria vencer seus concorrentes ,sendo eles inglês ou estrangeiros, com isso  a pressão do mercado levou a burguesia inglesa a aperfeiçoar suas maquinas e a investir ao  desenvolvimento técnico e cientifico foi estimulado ,pois, era preciso de novas técnicas  que permitissem a rapidez para a ralização do capital, nesse momento a maquina a vapor e aperfeiçoada por James Watter passando  a ser um dos maiores eventos do inicio da Revolução Industrial permitindo o surgimento da mais valia relativa.
Quanto as fases da Revolução industrial estão fragmentada em três etapas: a primeira  corresponde ao período que se estende de 1760 a 1850 ;nesse período a Inglaterra liderou o processo de industrialização, a grande novidade foi  as maquinas feitas de ferro que utilizavam o vapor como força motriz;nessa fase o carvão mineral teve grande importância como fonte de energia  utilizada  nas novas invenções;para facilitar o abastecimento de matérias-primas ,também os setores e transportes e comunicações  se tornaram fatores importantes para a localização das fabricas,esses setores buscaram a modernização sugiram o barco a vapor, o telegrafo ,o telefone,a locomotiva e etc; os setor metalúrgico  foi estimulado ,bem como a pesquisa de novas fontes de energia.A industria têxtil   foi a que mais se destacou ;os lucros eram elevados devido o baixo custo da matéria-prima, algodão.
A segunda fase da Revolução Industrial ocorreu na segunda metade do século xix, o processo de industrialização assume um novo ritmo acelerado com outras descobertas tecnológicas , e novos setores industriais  e  fonte de energia :o petróleo e a eletricidade ,passaram a ser utilizada ,e o carvão foi perdendo  importância como fator de localização das fabricas.Essas duas fontes por ter facilidade em  transportar,possibilitou o desenvolvimento de outras zonas industriais  e maior dispersão  da distribuição geográfica  das fábricas.É importante ressaltar que a formação de um mercado em escala mundial  ,esta em busca de um capitalismo financeiro e o desenvolvimento industrial baseado :no aumento da produção  na concentração horizontal/ vertical (conglomerados ) e na formação de multinacionais.
Nessa fase a metalúrgica a siderúrgica e a industria  de automóveis  adquiriram importância ,com o processo de transformação  do ferro em aço;a invenção do primeiro gerador elétrico ,o motor de combustão interna e o telefone são inverdades da  segunda Revolução Industrial .
Observa-se que a industria procurou  aperfeiçoar as formas de trabalho e de produção, afim de obter lucros , Surgiu nessa  época  alguns estudiosos críticos como o norte americano Frederic .W.Taylor que inventou o método  conhecido Taylarismo ou organização cientifica do trabalho ,em que consistia:o empregado executaria uma tarefa com menor gasto de tempo e energia  possível ,de acordo com que foi determinado por seus  superiores ,ou  seja  o trabalhador ficava alienado do processo de produção como o todo e ele trabalharia mais Oe com isso o lucro das empresas aumentaria  o outro foi Henry Ford , que aperfeiçoou as teorias de Taylor ,criou o método conhecido como fordismo ,caracterizado pela  espacialização do trabalhador, pela linha  montagem e pela produção em serie. Karl Marx ao se referir em relação operário e produção,existia entre ambos, um termo no qual denominou mais-valia podendo ela ser absoluta ou relativa.
A terceira Revolução Industrial é a era do pós-fordismo. Ocorreu na segunda metade do século xx . A invenção do computador permitiu maior rapidez no processo de desenvolvimento das indústrias, pois a crescente utilização da informática na produção industrial deu uma nova concepção ao termo industrial. Nessa fase a indústria que mais se destaca são chamadas de indústrias “ inteligentes” ou setor terciário moderno, destacando os serviços de informática, telecomunicações e robótica; os antigos fatores de localização industrial, perderam um pouco sua força,as industria buscaram outras vantagens como incentivos fiscais, mercados consumidores, e mão-de-obra barata e altamente qualificada, facilidade de transporte e comunicação,isso tudo exige  uma reorganização do espaço industrial no mundo.Na terceira revolução  surge também  a “industria da vida “pelos grandes avanços  verificados na medicina e agropecuária.Com a informatização foi possível as empresas transnacionais diversificar a sua maneira de atuação para reduzir custos e aumentar o lucro, por meio da globalização as fabricas globais e a terceirização .nessa etapa podemos notar que os sistemas de objeto e  os sistemas de ações se dar de maneira mais veloz,pois a cada dia surge novas técnicas,cada vez mais moderna ,sempre ultrapassando  a anterior.
A Revolução Industrial,permitiu a transformação de todos os setores da vida humana,no aspecto social estabeleceu-se um distanciamento cada vez maior em condições de miséria e os capitalistas e os operários pois viviam em condições de miséria e os capitalistas separavam –se  em quase tudo, no acesso a modernidade .,nas condições de habitação e nos locais de trabalho
A principio o mercado de trabalho aceita mulheres e crianças a partir dos seis anos de idade, e as jornadas de trabalho oscilavam entre quatorze e dezoito horas diárias  ,sob condições inadequadas ,além de desemprego desembocavam freqüentemente ,em greves e revoltas .Conflitos entre operários  e patrões  geram problemas de caráter social e  político.Os trabalhadores logo se organizaram para lutar por seus direitos.O Ludismo foi uma das primeiras  formas de luta  dos trabalhadores .onde os operários   invadiam  as fabricas e destruíam as maquinas ,para eles era um modo de preserva contar a concorrência da industria  moderna .Ao longo do século XIX surgiram,outras organizações operarias como os sindicatos que são associações  de ajuda mutua contra a burguesia.
Para muitos burgueses, a culpa da miséria era dos próprios trabalhadores. Assim também pensava o economista inglês  Thomas Malthus ,ele dizia que a humanidade  produzia crescia em progressão aritmética,mas a população mundial crescia muito mais rápido,em progressão geométrica .
David Ricardo, afirmava que os salários  tendem a ser equivalentes  ao mínimo necessário á sobrevivência do trabalhador  e pais caso ultrapassem o limite ,os operários levam mais filhos,o que a oferta da mão de obra aumentaria  fazendo com que os salários  voltassem a abaixar.





Referencia:

Santos,Milton.Técnica,espaço,tempo,globalização e meio técnico vestígio espacial.2ed.São  Paulo.Hucitec,1997.


Santos,Milton.natureza do espaço: técnica e tempo-razão e emoção.2ed.São Paulo;Hucitec,1997.


Versentini ,J.William.Sociedade e Espaço.11ed.São Paulo: Atica S.A,1998.


Moreira, João Carlos. Geografia; volume único/João Carlos Moreira, Eustaquio de Sene. São Paulo: Scipone,2005.


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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Síntese do livro: PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Saberes necessários à prática educativa (Paulo Freire)

Síntese do livro: PEDAGOGIA DA AUTONOMIA
Saberes necessários à prática educativa (Paulo Freire)

A temática abordada neste livro,segundo o autor ,foi uma constante preocupação ao longo de sua vida como educador.Paulo Freire relata propostas de praticas pedagógicas necessárias a educação como forma de proporcionar a autonomia  de ser dos educandos respeitando sua  cultura,seu conhecimento empírico e sua maneira de entender o mundo que o cerca.A obra é um condensado de pensamentos definidos em outros livros.O autor condena a rigorosidade ética a  que se curva aos interesses capitalistas e neoliberalistas,que excluem do processo de socialização.
 A linguagem utilizada no texto é poética e política.Calma ,tranqüila e ao mesmo tempo,inquieta,problematizadora e exuberante a serviço do pensar,do decidir e o do optar para a ação transformadora.O autor demonstra ausadia,perseverança e confiança nos homens e mulheres e na educação autentica como o caminho necessário para a justiça e a paz.
Paulo Freire nesta obra chama a atenção aos educadores em processo de formação ou já formados para a responsabilidade ética critica, a competência cientifica e amorosidade autentica de sua pratica ,educacional e sob uma política ideológica e libertadora:a educação,buscar conduzir seus educados e educandas a prática da reflexão critica de suas realidades.Ele resalta também algumas atitudes em que o professor devera ter ao ensinar como:reflexão de suas práticas quanto a coerência dos conteúdos   repassados  anteriormente;método ao ser utilizado,pois as novas descorbertas,teorias precisam ser debatidas e aceitas mesmo que parcialmente,contudo é importante que se preserve de alguma forma,o velho,as formas tradicionais de educação.Freire também destaca valores como simplicidade,humanitarismo,esperança e bom senço,embora sejam aspectos distante da sociedade,atualmente,uma vez  que o capitalismo impera e o consumismo se faz presente de maneira alienadora e desenfreado,fazendo com que o processo de ensino e aprendizagem não se limite apenas na sala de aula,no ambiente escolar.Havendo a necessidade do professor em estar sempre em condição de pesquisador,afim de que seu ensino seja propicio ao debate de novos questionamento .A pesquisa se faz importante,pois nela se cria o estimulo e o respeito e a capacidade criadora do educando.Não há  ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.
Ao propor uma humanização do professor enquanto  mentor e guia no processo educativo-social.Aconselha-se a discussão sobre os problemas sociais que as comunidades carentes enfrentam e a desigualdade que  as cercam.A escola e os professores precisam respeitar os saberes dos educandos sempre  possível trabalhar seu conhecimento empírico ,sua experiência anterior.
Ensinar  é  uma especificidade humana   que exige segurança,competência profissional e generosidades- A  segurança com que a autoridade docente se move implica uma outra fundada na sua competência profissional.Nenhuma autoridade docente se exerce ausente desta competência.O professor deve levar a serio sua formação ,afim de que tenha força moral para coordenar  as atividades de sua classe pois, a incompetência profissional desqualifica a autoridade do professor.
Lembra o referido autor que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para  a sua produção  ou a sua construção . Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina alguma coisa a alguém.
Esta obra se  faz indispensável ao conduzir o  corpo discente em prol de uma sociedade mais jusat e de valores igualitários,na formação crítica de professores que ,além de educador,estarão sensibilizando e orientando  os futuros cidadãos.





Bibliografia

 FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa/Paulo Freire.-São Paulo:Paz e Terra,1996(Coleção Leitura).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

GEOMORFOLOGIA

Geomorfologia ciência que estuda as formas de relevo, sua genes, composição (materiais) e os processes que nelas atuam.

Relevo - resulta os processos de trocas de energia e matéria  que se desenvolvem na interface do tempo e do espaço.
    
     *sua importância:
   -quanto à outras ciências que estudamos componentes da superfície terrestre.
   -detecta a fragilidade, vulnerabilidade do meio ambiente,sua ocupação e proteção.
   -podem, servir de limites – (barreiras,fronteiras).


Objeto de estudo da geomorfologia:
    *morfologia
       *morfodinâmica    
          *morfogênese
            *morfocronologia 


v  Morfologia
Þ  Ponto de partida para o entendimento dos demais aspectos do relevo
Þ  Engloba a morfografia e a morfometria
  
Ø   Morfografia
·       Refere-se aos aspectos descritivos(ou qualitativos)do relevo,representados pela sua forma e aparência.

Característica da superfície da terra:
     ·       DEPRESSÔES:     absolutas
                                                          relativas
 ·       PLANICIES:terrenos baixos e planaltos
                              origem: aluvial/pluvial,marinha,lacustre,glacial,eólica

 ·       PLANALTOS: terreno saltos(chapadas)a andulados
                               Origem: sedimentar ou balsaticos.
 ·       MONTANHAS:terrenos altos e fortemente ondulados.
                              Origem:-dobrametos(Alpes,Andes)
                                           -Dômicas:macro:macrodomos/domos
                                            -vulcanicas(Etna)
                                            -blocos falhados (Mantiqueira)

o      Os planaltos e as montanhas geralmente relacionadas a extensas  áreas
  • As  planícies podem ser áreas  extensas ou pequenas e localiza-se no interior dos planaltos e montanhas



·       CHAPADAS:- grandes superfícies planas;
                               -estrutura horizontal;
                                -acima de 600m;
                                Ex.região centro-oeste.

·       TABULEIROS: -relevo plano;
                                        -origem:sediment;ar;
                                        -de baixa altitude;
                                        -Ex.Nordeste brasileiro.

·       ESCARPAS: - rampas de grande inclinação;
                                  -caracteristica de borda de  planaltos.

·       SERRAS: -amplitudes acima de 200m;
                           - declividades altas;
                          -alta elevação do terreno

·       MORROS: - amplitude entre 100m e 200m;
                             -declividades altas;
                             -topos arredondados;
                             -medias elevações.

·       MORROTES: -amplitude entre 20m e 60m;
                                  -declividades altas;
                                  - baixas elevações do terreno;
                                                    -topos arredondados.

·       COLINAS: - baixas elevações do terreno;
                          -amplitude entre 20m e 60m
                         - declividades baixas
                                               -topos arredondados a quase planos.
    
    *Características do relevo:
        -Plano
        - Suave ondulado
        -Ondulado
        -Fortemente ondulado
        -montanhoso
        - Escarpado.

                                   *As formas de relevo:
         -Interfluvio- espaço entre dois talveques
         -Talvegue – linha de maior profundidade o leito de um rio.
          -Vale - depressão alongada,formada por um talvegue e duas vertentes.
          -Vertentes-(encosta),relevo no estado dos processos deerosão e acumulação.
          -Divisor de águas- divide bacias hidrográficas
          -Ruptura de declivie- descontinuidade de aclive de uma vertente


Ø   Morfometria
          -aspectos quantitativos do relevo:
#Altitude (Hiposometria ) –altura absoluta do relevo.
 Amplitude altimetrica-altura relativa do relevo.
#Extensão de vertente -  diferença entre  o divisor e a base da vertente (fundo do vale);
#Declividade – inclinação do relevo em relação ao plano horizontal;
#Densidade de drenagem – é o comprimento dos canais de drenagem por unidade  de área;
#Frequência derios – números de canais de  drenagem por unidade de área;
#Amplitude interfluvial–distância entre dois interfluvios.


vMorfogênese
      -refere-se à origem e ao desenvolimento das formas de relevo.
      -resultado dos processos endógenos e exógenos
          *exógenos: -intemperismo
                             -erosão: -pluvial :salpicamento
                                                         -formação de poças
                                                         -escoamento superficial:  - ravinas
                                                                                                -voçorocas
                            -acumulação
                            -talus
                            - Cone de dejeção

- as formas derelevo são clasificados de acordo com os processos que lhes derem origem:
  -estrutural (tectônica)
- Vulcânica
-fluvial
-biologica
-locus
-marinha
-glacial
-éolica
-antropogênica


v   Morfodinâmica
            -refere-se aos processos atuais(ativos),endógenos e exógenos que atuam nas formas derelevo.

 v   Morfocronologia
            -refere-se a idade,absoluta e relativa,das formas de relevo e aos processos a elas relacionados.


                    *Desenvolvimemento da Ciência geomorfológica
          -estudo da crosta terrestre sec.XVIII
          -sistematização fim do sec.XVIII
          - na escola Alemã surge a cartogafia geomorfológica como método fundamental para a analise do relevo.
          - surgimento da teoria da pediplanação e da tectônica de placas.
            -Escola Francesa,marcouo desenvolvimento da geografia e geomorfologia. Foi quem influenciou os estudos geomofologicos aqui no Brasil.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

PRATICAS ESPACIAIS

As práticas espaciais Sendo constantemente alterado pelo trabalho humano, o espaço geográfico sofre intensas ações denominadas Práticas Espaciais. Vejamos, a seguir, as principais práticas que promovem alterações na organização e produção do espaço geográfico.
.
Seletividade espaciala instalação de uma fábrica, de um estabelecimento comercial (supermercado, por exemplo) ou até mesmo o cultivo de uma área agrícola, exigem um conjunto de condições favoráveis para o seu desenvolvimento. Assim, os empreendimentos que são promovidos no espaço geográfico são fruto de uma seletividade.

. Marginalização espacialocorre quando uma área entra em crise ou declínio condicionado por algum fato de ordem econômica, social ou política. Por exemplo, a crise no setor agrícola cearense gera marginalização espacial nos municípios dependentes desta atividade econômica.

. Agregaçãodesagregação – remembramento espacial – o espaço geográfico sofre constantes divisões políticoadministrativas, além de fusões e desagregações entre empresas. Assim, novos estados, municípios, países e empresas são criados, resultantes da fragmentação de outros, ou então ocorre o contrário: fusões entre empresas (AmBev), países (RDA e RFA= Alemanha atual) etc.
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Reprodução espacial da região produtora ocorre quando algum empreendimento procura garantir, a longo prazo, suas condições de atuação. Neste caso, vejamos o que aconteceu com a multinacional alemã do setor farmacêutico MERCK DO BRASIL LTDA: procurando garantir matéria-prima para a produção de certos medicamentos, através da extração de folhas do jaborandi na Floresta Amazônica, no oeste do Maranhão e sabendo que esta planta está ameaçada de extinção, por conta da sua ininterrupta exploração, a empresa tem investido maciçamente na plantação do jaborandi, garantindo desta maneira, para o futuro, os seus negócios no setor.

. Antecipação espacial – geralmente essa prática se dá quando os investimentos são antecipados visando uma exploração futura do poder público, objetivando a valorização do imóvel. Por exemplo, o investidor adquire um terreno teoricamente sem valor elevado por falta de infraestrutura, posteriormente ele explora o poder público obrigando que o mesmo faça investimentos na área, alterando assim a valorização do imóvel.




quarta-feira, 23 de junho de 2010

geomorfologia do Maranhão

As informações aqui postadas não foram pesquisadas por mim apenas encontrei na web ,achei interessante e resolvi posar aqui no meu blogger.



Juçara, buriti, bacaba, carnaúba, babaçu... O Maranhão é conhecido como "terra das palmeiras", cognome que lhe foi dado por Fróis de Abreu, num livro de 1931, mas já em 1614 Claude d'Abbeville gabava: "É um verdadeiro jardim de palmeiras." E Gonçalves Dias suspirava, na "Canção do exílio": "Minha terra tem palmeiras..."

O estado do Maranhão situa-se na região Nordeste, onde ocupa uma área de 333.366km2. Localizado na área de transição entre o Nordeste e a Amazônia, limita-se ao norte com o oceano Atlântico, a oeste com o Pará, a sudoeste com o Tocantins, e a sudeste e a leste com o Piauí. O Maranhão apresenta as mais diversas características morfológicas, desde a mata amazônica e a caatinga nordestina até a área considerada o único deserto brasileiro, o Parque Nacional de Lençóis Maranhenses -- mais de 200km2 de dunas de areia branca e lagoas de água doce, que se evaporam no período da seca.

Geografia física

Geologia e relevo

De relevo plano, o Maranhão tem 75% do território abaixo de 200m de altura e apenas dez por cento acima de 300m. O quadro geomorfológico é composto por duas unidades: a baixada litorânea e o planalto. Domina na baixada um relevo de colinas e tabuleiros, talhados em arenitos da série Barreiras. Em certas partes do litoral, inclusive na ilha de São Luís, situada no centro do chamado golfão maranhense, esse relevo chega até a linha da costa. Em outras, fica separado do mar por uma faixa de terrenos baixos e planos, sujeita a inundações no período das chuvas. É a planície litorânea propriamente dita, que no fundo do golfão toma o nome de Perises. A leste do golfão maranhense, esses terrenos assumem o caráter de amplos areais com formações de dunas, que integram a costa dos Lençóis, até a baía de Tutóia.

O planalto ocupa todo o interior do estado com um relevo tabular

Apresenta feição de um conjunto de chapadões talhados em terrenos sedimentares (arenitos xistosos e folhelhos). Nas proximidades do golfão maranhense as elevações alcançam apenas 150 a 200m de altura; mais para o sul, 300 a 400m; e nas proximidades do divisor de águas, entre as bacias do Parnaíba e Tocantins, atingem 600m. Os vales do planalto separam os chapadões uns dos outros por meio de entalhes profundos, e por essa razão os chapadões apresentam escarpas abruptas em contraste com o topo regular.

Clima

Ocorrem no Maranhão três tipos de clima: o tropical superúmido de monção, o tropical com chuvas de outono e o tropical com chuvas de verão. Os três apresentam regimes térmicos semelhantes, com médias anuais elevadas, que variam em torno de 26o C, mas diferem quanto ao comportamento pluviométrico. O primeiro tipo, dominante na parte ocidental do estado, apresenta os totais mais elevados (cerca de 2.000mm anuais); os outros dois apresentam pluviosidade mais reduzida (de 1.250 a 1.500mm anuais) e estação seca bem marcada, e diferem entre si, como seu próprio nome indica, pela época de ocorrência das chuvas.

Vegetação. Uma vegetação de floresta, campos e cerrados reveste o território maranhense. As florestas ocupam toda a porção noroeste do estado, ou seja, a maior parte da área situada a oeste do rio Itapecuru. Nessas matas ocorre com grande abundância a palmeira do babaçu, produto básico da economia extrativa local. Os campos dominam em torno do golfão maranhense e no litoral ocidental. Os cerrados recobrem as regiões oriental e meridional. Na faixa litorânea, a vegetação assume feições variadas: campos inundáveis, manguezais, formações arbustivas.

Hidrografia. Quase toda a drenagem do estado se faz de sul para norte através de numerosos rios independentes que se dirigem para o Atlântico: Gurupi, Turiaçu, Pindaré, Mearim, Itapecuru e Parnaíba. A sudoeste do estado uma pequena parte do escoamento se faz em direção a oeste. Integram-na pequenos afluentes da margem direita do Tocantins.

População

No centro-norte do estado -- em toda a região situada em torno do golfão maranhense e ao sul deste (vales dos rios Pindaré, Mearim, Grajaú e Itapecuru) -- registram-se as mais elevadas densidades demográficas. No restante do estado o povoamento é escasso. É forte a proporção de negros e mulatos, além de remanescentes indígenas dos grupos tupis e jês.

Com exceção do extremo ocidental do estado, que pertence à área de influência de Belém, todo o território maranhense é parte integrante da região polarizada por Recife. A ação econômica da metrópole pernambucana se exerce no Maranhão por intermédio de São Luís, para a maior parte do território estadual, e de Teresina, capital do Piauí, para alguns municípios situados junto à divisa com esse estado.

O índice de urbanização do Maranhão é baixo, com cerca de um terço da população nas áreas urbanas. À capital do estado, São Luís, seguem-se em importância Imperatriz, Caxias, Codó e Bacabal. Os demais centros urbanos são modestos: Santa Luzia, Barra do Corda, Timon, Pedreiras, Monção, Açailândia, Santa Inês, Coroatá, Penalva são os de maior população.

Economia

Agricultura e pecuária. A principal região econômica do Maranhão é o centro-norte, onde se localizam os vales dos rios Pindaré, Mearim e Itapecuru. Ali se concentra a maior parte das atividades agrícolas, pastoris e extrativas do estado. O vale do Itapecuru foi ocupado nos séculos XVIII e XIX pela cultura algodoeira. Na segunda metade do século XX, passou a dominar nessa região a cultura do arroz, secundada pela do milho, da mandioca, do feijão e do algodão arbóreo. Além de principal produtor de arroz do estado, o vale do Itapecuru é também o maior produtor de coco de babaçu e tem o segundo rebanho bovino do estado. Imigrantes nordestinos que repovoaram os sertões do Mearim e do Pindaré, e também o caboclo maranhense, dedicaram-se à rizicultura com tal afinco que logo a produção passou da casa dos milhares para a dos milhões de sacas, e o arroz voltou a ser exportado para o resto do país.

Os vales dos rios Mearim e Pindaré constituem áreas de ocupação mais recente que a do Itapecuru. Para lá acorreram migrantes do próprio Maranhão e provenientes de outros estados nordestinos. A economia dessa região baseia-se nas culturas de milho e arroz e na extração do coco de babaçu. Ainda na região centro-norte encontram-se os campos de Perises, principal área criatória do estado.

No restante do estado desenvolvem-se as mesmas atividades do centro-norte, só que em escala mais reduzida. A atividade agrícola quase sempre se restringe a culturas de subsistência. O principal produto vegetal do Maranhão é o babaçu, empregado na fabricação de um óleo finíssimo, comestível e de alto valor industrial, como lubrificante e combustível, ou como insumo para a saboaria. A torta, resíduo da extração do óleo, é transformada em farelo para alimentação do gado bovino e suíno, ou usada como adubo nitrogenado. As cascas do coco dão um ótimo carvão, com elevado teor de carbono, utilizado como redutor de minério. Por um processo de destilação físico-química, as cascas produzem também alcatrão, acetatos, ácido acético e álcool.

Energia e mineração. A oferta de energia do estado provém basicamente da usina de Boa Esperança, com 105.000kW de potência instalada. Localizada no rio Parnaíba, no estado do Piauí, próximo à fronteira com o Maranhão, essa usina substituiu integralmente as usinas termelétricas em atividade até a década de 1970. A disponibilidade de energia no estado aumentou com a entrada em operação da usina de Tucuruí, no estado do Pará.

As principais atividades extrativas do Maranhão são a exploração de sal marinho e o garimpo de ouro e diamantes, na região do baixo rio Gurupi.

Indústria. Na década de 1980, foi inaugurado no Distrito Industrial de São Luís a fábrica de alumínio da Alcoa, com capitais americanos e anglo-holandeses. O projeto foi implantado para operar com a bauxita trazida das margens do rio Trombetas, no Pará, a uma distância de 1.8OOkm. Na zona do Parnaíba, o empreendimento industrial de maior porte é a Cepalma -- Celulose e Papéis do Maranhão S.A.

Transportes e comunicações. O estado possui apenas uma linha férrea, a Maranhão-Piauí, que na maior parte de seu percurso segue o rio Itapecuru, aproximadamente o mesmo percurso seguido pela principal rodovia. O território maranhense é cortado pela Belém-Brasília, que passa pela cidade de Imperatriz; e pela Transamazônica, no trecho Floriano PI-Porto Franco MA.

Cultura

Acervo histórico e arquitetônico. O Maranhão possui grande número de monumentos históricos e arquitetônicos, muitos tombados por lei federal, como o conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade de Alcântara e, na capital, da praça Gonçalves Dias, da praça João Francisco Lisboa, do largo fronteiro à igreja de S. José do Desterro; a fonte do Ribeirão; o retábulo do altar-mor da catedral de Nossa Senhora da Vitória; a capela de São José e o portão da quinta das Laranjeiras; e o sambaqui do Pindaí.

Outros monumentos importantes são, na capital, a pirâmide do Bequimão, a pedra da Memória, homenagem à coroação de D. Pedro II, as casas onde moraram os escritores maranhenses Graça Aranha, Artur Azevedo e Aluízio de Azevedo, as estátuas de João Francisco Lisboa e Gonçalves Dias, o palácio dos Leões, o palácio Arquiepiscopal e o Centro Histórico da praia Grande. Em Alcântara, além dos numerosos sobrados coloniais de azulejos portugueses, há a praça Gomes de Castro, o Farol e o forte de S. Sebastião. Em Caxias, a antiga fábrica de tecelagem, transformada em centro cultural, e as ruínas da época da balaiada, no morro de Alecrim.

Museus. São Luís abriga vários museus, como o de Artes Visuais, com trabalhos de artistas plásticos maranhenses e azulejaria européia do século XIX; o de Arte Sacra; o da Cafua dos Mercês, antigo mercado de escravos; e o Museu Histórico e Artístico do Maranhão. Em Alcântara, há um museu de arte sacra, com imagens e mobiliário dos séculos XVIII e XIX, e o Museu do Folclore, com imagens e estandartes usados na festa do Divino.

Turismo. A bela arquitetura colonial de São Luís e de Alcântara, a variedade de restaurantes típicos, a beleza das praias, o belo artesanato, os diversos parques nacionais e estaduais e a moderna rede de hotéis concorrem para tornar o Maranhão um dos estados brasileiros de maior potencialidade turística. Além disso, tanto a capital como as cidades de Alcântara e Caxias apresentam um atraente calendário de eventos. A Festa do Divino, realizada entre maio e junho em Alcântara, é famosa em todo o Brasil; em junho realiza-se a festa folclórica Tambor da Crioula, as festas juninas e o bumba-meu-boi.

Autoria: Rosane Freitas Frangilo

Maranhão - Cola da Web

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